
Publicado em: 3 de setembro de 2026 | Atualizado: setembro 3, 2026
Segundo o Ministério da Saúde/SIH-SUS, as internações por herpes-zóster aumentaram quase 70% na Bahia em um ano. Conhecido popularmente como cobreiro, o herpes-zóster costuma ser lembrado pelas bolhas na pele, mas pode provocar complicações mais graves. Os dados mais recentes são do ano de 2023, porém o cenário segue chamando atenção já que a doença pode permanecer silenciosa no organismo por décadas e voltar a se manifestar com o enfraquecimento do sistema imunológico.
O herpes-zóster é provocado pela reativação do vírus varicela-zóster (VZV), o mesmo responsável pela catapora. “Essa infecção cutânea aguda é causada pela reativação do vírus varicela-zoster. O vírus permanece adormecido no organismo durante muito tempo e quando há uma falha no sistema imunológico, este vírus é reativado, volta a replicar, e a pessoa apresenta a doença”, explica Laurência Vânia Carvalho, especialista e professora da Faculdade de Medicina Zarns Salvador.
A médica destaca que com o envelhecimento, o sistema imunológico perde parte da capacidade de proteger o organismo contra doenças infecciosas, por isso adultos acima dos 50 anos já estão entre os grupos mais suscetíveis. “Pessoas que já tiveram catapora e apresentam alguma condição que afete a imunidade, como doenças imunossupressoras ou uso de medicamentos imunossupressores, também devem estar atentas”, ressalta.
Apesar de ser associado principalmente à pele, o herpes-zóster também pode provocar complicações neurológicas. Laurência explica que a neuralgia pós-herpética é a mais comum, mas a infecção pode causar outros quadros mais sérios. “As complicações neurológicas, dependem do nervo atingido. O vírus pode atingir o ramo que inerva o olho, causando herpes oftálmico, o nervo auditivo, herpes zoster auricular, e pode, inclusive, causar meningoencefalite herpética”, pontua.