
Publicado em: 3 de setembro de 2026 | Atualizado: setembro 3, 2026
Quando os índices de umidade relativa do ar despencam, os impactos vão muito além do desconforto causado pelo calor ou pela sensação de secura. Em períodos de tempo seco, cada respiração pode representar um desafio extra para o organismo, que perde água mais rapidamente e se torna mais vulnerável a uma série de problemas de saúde. O resultado aparece no aumento das queixas de irritação na garganta, tosse, sangramentos nasais, olhos ardendo e pele ressecada — sintomas que afetam especialmente crianças e idosos, considerados os grupos mais sensíveis aos efeitos da baixa umidade.
A preocupação ganha relevância justamente nos meses mais secos do ano, quando diversas cidades registram índices de umidade abaixo dos níveis considerados adequados para a saúde humana. Nessas condições, o corpo precisa trabalhar mais para manter seu equilíbrio hídrico, enquanto as mucosas que protegem o sistema respiratório ficam mais vulneráveis às agressões externas.
Segundo Juliane Alvarez, especialista em Fisioterapia Cardiorrespiratória e professora do curso de Fisioterapia da Estácio, a baixa umidade provoca uma perda maior de líquidos pelo organismo e desencadeia uma série de reações que afetam diferentes partes do corpo.
Entre os sintomas mais frequentes estão o ressecamento da pele e das vias respiratórias superiores, especialmente nariz, garganta e boca. A sensação de garganta irritada, o pigarro constante e até dificuldades para respirar podem surgir em consequência da secura excessiva do ambiente. “O paciente pode apresentar irritação na garganta, incômodo para respirar e, em alguns casos, pequenos sangramentos nasais. Algumas pessoas também desenvolvem tosse e outros sinais relacionados à irritação das mucosas”, destaca a especialista.
A atenção deve ser ainda maior com crianças e idosos. De acordo com Juliane Alvarez, esses grupos possuem características fisiológicas que os tornam mais suscetíveis à desidratação e aos efeitos do ar seco. “As crianças e os idosos têm a pele, as mucosas e o organismo como um todo mais sensíveis. Eles tendem a perder mais água e a desidratar com mais facilidade, por isso podem apresentar os sintomas de forma mais acentuada”, afirma.
Para quem sofre com irritação ocular, a orientação é buscar avaliação médica antes de utilizar colírios lubrificantes. Outra alternativa bastante comum é o uso de umidificadores de ar, desde que o equipamento receba manutenção adequada. “O umidificador pode ser um aliado importante, mas é preciso cuidado para não deixar água parada por muito tempo, evitando a proliferação de fungos e microrganismos. Também é fundamental manter os ambientes arejados, com circulação de ar sempre que possível”, orienta.