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Feira de Santana: Diretores do bem vencem o mal! Comunicado aos diretores e aos membros titulares e suplentes do Conselho Fiscal

Publicado em: 24 de outubro de 2026 | Atualizado: outubro 24, 2026

 

O sindicato pertence aos comerciários. Ninguém está acima do respeito e da Justiça.

Hoje, 24 de outubro de 2026, completam-se quatro anos de um dos episódios mais tristes da história do Sindicato dos Comerciários de Feira de Santana. Uma data que deixou marcas profundas e que não pode ser esquecida, sobretudo pelo compromisso que temos de impedir a repetição de práticas de intimidação dentro da nossa entidade.

Naquele 24 de outubro de 2022, durante a gestão de Antônio Tadeu Soares Cedraz, então presidente, e de Délcio Mendes Barbosa, então secretário-geral, o sindicato foi palco de acontecimentos que, conforme os relatos e as denúncias apresentados à época, atingiram diretamente a equipe jurídica e comprometeram o ambiente de respeito que deve orientar a vida sindical.

Advogadas e advogados que haviam dedicado mais de duas décadas à defesa da categoria foram impedidos de acessar as dependências da entidade. Também foram denunciadas a abertura forçada da sala do departamento jurídico e a retirada de seu acervo, reunido ao longo de anos de trabalho. Segundo as informações que fundamentam este comunicado, esses acontecimentos motivaram decisão da Justiça estadual com condenação de Cedraz por danos morais.

Divergência administrativa jamais pode servir de justificativa para humilhação, intimidação ou violação de direitos.

Um sindicato existe para proteger trabalhadores e trabalhadoras. Seus dirigentes devem ser os primeiros a respeitar esse compromisso.

Ao longo dos anos seguintes, os conflitos também alcançaram integrantes da própria diretoria. Registro minha indignação com o episódio envolvendo a atual tesoureira, Maria de Fátima, no qual, conforme presenciei, foi necessária a intervenção de colegas para impedir o agravamento da situação. Segundo as informações relatadas, houve determinação judicial restringindo a aproximação de Cedraz e seu acesso à tesouraria.

Também merece registro o afastamento de Gilson da entidade e da tesouraria, posteriormente contestado na Justiça do Trabalho, que, conforme informado, determinou sua reintegração.

Esses episódios exigem reflexão e responsabilidade de todos os envolvidos, inclusive dos diretores Elias Maia, Clarindo de Jesus e Ironilton, apontados neste relato como apoiadores de decisões da antiga gestão. Maioria em reunião não concede poder ilimitado. Ata não transforma arbitrariedade em justiça. Cargo não torna ninguém dono do sindicato.

Neste momento, recebo a informação de que Firmino Pereira assume a presidência da entidade. A ele, apresento meus cumprimentos e desejo uma gestão pautada pela honestidade, pela transparência, pelo respeito às mulheres e pela valorização de todos os integrantes da categoria.

Mais do que uma mudança de nomes, esperamos uma mudança de conduta: decisões claras, prestação de contas, diálogo e respeito às diferenças. O sindicato precisa voltar a ser um espaço em que ninguém tenha receio de falar, trabalhar ou exercer suas funções.

Agradeço a Deus, aos colegas que resistiram e aos profissionais da advocacia que buscaram, pelos caminhos legais, a proteção dos direitos atingidos. A firmeza de uma defesa não está na arrogância de quem fala, mas na consistência dos argumentos e no compromisso com a Justiça.

Aos dirigentes que deixam suas funções, fica uma mensagem: o exercício do poder é passageiro; a responsabilidade pelos próprios atos permanece.

Presidente Firmino, conte comigo na defesa dos comerciários e das comerciárias de Feira de Santana. Meu compromisso será sempre com a categoria, com a dignidade de seus representantes e com o patrimônio coletivo que este sindicato representa.

Que este 24 de outubro marque o início de um novo tempo. Um tempo de respeito, transparência e responsabilidade. Porque o sindicato tem uma categoria para defender — e ninguém tem o direito de colocá-lo a serviço de interesses pessoais.

ATT. Rita de Cássia Silva e Silva


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