
Publicado em: 19 de agosto de 2026 | Atualizado: agosto 19, 2026
O vereador Galeguinho SPA (União Brasil) utilizou seu espaço na tribuna da Câmara de Feira de Santana, nesta quarta-feira (19), para denunciar um suposto esquema de propina na Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur). Segundo ele, além de pagar o Habite-se — certidão que permite a construção de um imóvel após a permissão da prefeitura — algumas pessoas na Sedur teriam a prática de exigir “uma quantia para poder ir fazer a visita”.

Em pronunciamento na sessão na Câmara de Vereadores, ele acusa os fiscais de exigirem uma propina para realizarem a visita nas obras.
“A partir do momento que você paga o Habite-se, que é uma taxa mínima, normal, beleza, você pagou. Mas além de você pagar para o fiscal ir fiscalizar a obra, você tem que molhar a mão do fiscal”, disse Galeguinho na tribuna.
Ao Acorda Cidade, o vereador afirmou que é construtor há 14 anos e que tem “total convicção” do que fala. No entanto, disse que acredita que o prefeito José Ronaldo não tenha “ciência” dessa situação.
Aqui é um desabafo, aproveitando o meu momento como parlamentar e tendo a minha prerrogativa de utilizar a tribuna para poder citar algumas coisas e me respaldar perante a qualquer tipo de processo. Eu reafirmei e afirmo que existem pessoas lá dentro que, além de você pagar o Habite-se, ainda exige uma quantia para poder ir lá fazer a visita. Isso tem que ser apurado e discutido, porque o contribuinte já paga demais e não pode ser lesado dessa maneira.”
Além de denunciar essa situação, Galeguinho destacou que isso aconteceria em “todos os lugares”, e não apenas na Sedur. Porém, ele nega que se trate de uma corrupção, salientando que é uma “falha muito grande” e que o prefeito deve “corrigir isso o mais rápido possível.”
Galeguinho também contou que esses sistemas deveriam ser terceirizados. De acordo com o vereador, as “maracutaias”, como chamou, existem em todos os lugares, acontecendo no passado e no presente.

“É preciso sentar com a equipe e falar: ‘A partir de hoje eu não quero isso’. E botar as coisas pra andarem. Eu acho que está na hora de terceirizar esse tipo de coisa.”