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Bahia registra até 1,3 mil solicitações de regulação por dia, diz secretária

Publicado em: 17 de agosto de 2026 | Atualizado: agosto 17, 2026

 

A Bahia registra cerca de mil solicitações de regulação de pacientes por dia, número que pode chegar a 1,3 mil em alguns períodos. Os dados foram apresentados pela secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, em entrevista ao Acorda Cidade, que reconheceu que os avanços na regulação ainda não são suficientes.

Estado busca ampliar oferta de leitos

Ainda durante a entrevista, a gestora citou a expansão da rede de urgência e emergência e o fortalecimento da atenção básica entre as medidas adotadas pelo estado diante do número de demandas por regulação.

Contratar leitos é o que é mais imediato para a população, porque se a regulação ordena a demanda e a oferta, quem precisa de um leito de alta complexidade, naturalmente, tem como primeiro olhar a expansão da rede. Interiorização e regionalização”, explicou Roberta.

Prevenção para redução

Segundo a secretária, o Governo do Estado implantou 15 novos hospitais, com quase 6 mil leitos, considerando a rede própria e contratualizada. Além da ampliação da estrutura hospitalar, o Estado também tem firmado parcerias com os municípios. Roberta destacou ainda a importância da prevenção e da realização de exames regulares para evitar que os pacientes cheguem em estado grave às unidades de urgência e emergência.

“Eu tenho dito que a pessoa que previne ou que faz seus exames regulares não chega grave à urgência e emergência. Tem dia que o número de solicitações chega a 1.200, 1.300 por dia. A pergunta que nós fazemos quando estudamos a regulação é essa: por que tem aumentado a quantidade de pacientes graves chegando às unidades? A gente percebe que há uma fragilidade na atenção primária.”

A porta de entrada dos pacientes são os Postos de Saúde da Família (PSF), além das policlínicas, que oferecem serviços mais especializados.
“Por exemplo, quem não controla a diabetes e a hipertensão vai parar onde? Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), e vai precisar de regulação e de um leito para deitar. Por isso, nós fizemos as parcerias com os municípios”, contou Roberta.

Novas unidades

A secretária afirmou que estão sendo construídas, na Bahia, 340 Unidades Básicas de Saúde (UBS) para ampliar o acesso da população à atenção básica, considerada a porta de entrada do sistema de saúde. No entanto, cabe aos municípios garantir o atendimento nessas unidades.

Além dos recursos federais, o Estado também passou a fazer um cofinanciamento para ajudar os municípios na manutenção das equipes de Saúde da Família. Segundo Roberta, o repasse estadual passou de R$ 1.500 para R$ 5 mil por equipe. Para receber o recurso, os municípios precisam cumprir metas relacionadas ao controle de diabetes e hipertensão, vacinação, saúde bucal e pré-natal. A medida, segundo a gestora, busca fortalecer a prevenção e reduzir o número de casos graves.

Alfinetadas

Roberta também contestou os dados apresentados pelo prefeito de Feira de Santana sobre a regulação. Segundo ela, José Ronaldo teria informado que 1.600 pacientes foram encaminhados para a regulação este ano. Entretanto, a secretária afirmou que o número não confere com o sistema estadual, que registra 10.760 pedidos de regulação no primeiro semestre.

“Não dá para fechar os olhos e simplesmente dizer: ‘Nós temos o melhor sistema e o Estado não faz nada’. Não é verdade. Feira de Santana hoje depende da rede estadual, e a gente tem clareza disso. E a população sabe, porque sabe onde recorrer.”

Ela defendeu ainda que Estado e município discutam os dados e busquem soluções conjuntas para os problemas da saúde, independente de questões políticas.

“Quer sentar para construir, para discutir? Vem para a mesa. Os dados estão à disposição, a gente pensa junto. O governador e o Estado têm se colocado à disposição de qualquer município, independentemente de questão partidária. O que não dá para pensar é que, do outro lado, tem que lembrar que, na saúde, além do partido, tem um paciente aguardando atendimento.”


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