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Ex-secretário de Saúde de Teixeira de Freitas debocha em CPI e ganha cargo de confiança dias após silêncio

Publicado em: 24 de setembro de 2026 | Atualizado: setembro 24, 2026

 

Viviane Moreira / Verdades Políticas

 

TEIXEIRA DE FREITAS – Uma onda de indignação toma conta dos moradores de Teixeira de Freitas após os desdobramentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades na saúde pública municipal.
O ex-secretário de Saúde, Danilo Fernandes, protagonizou cenas de deboche durante o seu depoimento e, no dia 10 de setembro, poucos dias depois, foi recompensado com a nomeação para um cargo de confiança na administração pública. Para a população, a indicação política foi um “bónus” pelo seu silêncio na Câmara de Vereadores.

Deboche e desrespeito em meio à tragédia

Durante a sessão da CPI, presidida pelo vereador Marcelo Teixeira, o ex-secretário adotou uma postura evasiva e desrespeitosa. Diante de todos os questionamentos cruciais feitos pelos parlamentares, Danilo Fernandes limitou-se a afirmar repetidamente que “não se recordava de nada”.
O clima de desdém correu frouxo no plenário. O comportamento do ex-secretário foi considerado tão desrespeitoso que um representante do Instituto Setes—entidade que está no centro do alvo das investigações da CPI—chegou a dar risadas durante os depoimentos.
As gargalhadas ocorreram inclusive no momento mais sensível da sessão: o depoimento da prima do jovem Wemerson, de apenas 22 anos. O rapaz faleceu tragicamente após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município com um dedo partido.

Caso Wemerson: Erro médico sob investigação

A morte de Wemerson é um dos pilares que sustentam a indignação popular e os trabalhos da CPI. Segundo relatos da família, o jovem passou três dias internado na UPA devido à fratura no dedo. No mesmo dia em que foi regulado e transferido para o Hospital Municipal, acabou por falecer.
Os familiares denunciam uma grave negligência médica: uma medicação que deveria ter sido diluída no soro foi aplicada diretamente na veia do jovem. Wemerson passou mal imediatamente após a aplicação do medicamento e não resistiu.

O “Prémio” pelo silêncio

Mesmo sob o peso dessas acusações e após o fiasco de sua participação na Câmara, Danilo Fernandes foi nomeado poucos dias depois para um novo cargo de confiança no município. Ele assumiu a função de Diretor do Departamento Técnico de Radiologia.
A nomeação gerou revolta imediata e questionamentos técnicos, uma vez que Fernandes é enfermeiro de formação e não possui a especialização requerida para a área de radiologia. Entre os munícipes, a leitura do cenário é única: a vaga foi um prémio e uma garantia de benefício mútuo para calar o ex-secretário perante a comissão que investiga o colapso e a suposta corrupção na saúde da cidade.

 


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