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Teixeira: Deficientes Físicos se manisfestam após denúncia de desvio de próteses e cadeiras de rodas serem protocolados no MPF

Publicado em: 22 de setembro de 2026 | Atualizado: setembro 22, 2026

 

Viviane Moreira / Verdades Políticas

 

No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, a realidade de Teixeira de Freitas, na Bahia, caminha na contramão das celebrações, sendo marcada por denúncias de desvio de verba e total falta de acessibilidade.

Enquanto a data serve para conscientizar sobre a inclusão, centenas de cidadãos locais enfrentam o abandono do poder público, privado de direitos básicos de mobilidade e saúde.

A principal indignação gira em torno de uma grave denúncia envolvendo o Centro Especializado em Reabilitação (CER IV). Recursos financeiros que deveriam ter sido integralmente destinados à compra de próteses, órteses e cadeiras de banho simplesmente desapareceram dos braços de quem mais precisa. O material, essencial para a dignidade de pacientes de baixa renda, nunca chegou à população.

Espera interminável e o peso financeiro

A ausência desses equipamentos de reabilitação gera um impacto devastador na rotina das famílias mais vulneráveis:

    • Filas que superam dois anos: Há relatos de pessoas aguardando há mais de 24 meses por uma resposta ou pela entrega de aparelhos básicos.
    • Impacto financeiro esmagador: Como esses equipamentos são extremamente caros, a população pobre — que depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) — fica completamente desassistida, sem condições de arcar com os custos por conta própria.
    • Isolamento e perda de autonomia: Sem as cadeiras de rodas ou próteses, os pacientes enfrentam o agravamento de suas condições físicas e ficam confinados em suas residências.

 

O silêncio do Executivo e as barreiras urbanas

 

Diante do cenário alarmante, o Prefeito Municipal de Teixeira de Freitas não se manifestou até o momento. O silêncio da gestão municipal ecoa como descaso para as famílias que, ainda assim, mantêm a esperança de que o material um dia chegue.

A negligência institucional se reflete diretamente nas ruas da cidade. Teixeira de Freitas falha gravemente na infraestrutura urbana: as vias públicas e calçadas não fornecem a acessibilidade adequada, transformando o ato de ir e vir em uma verdadeira prova de obstáculos e perigo para quem possui mobilidade reduzida.

Cobrança por justiça e fiscalização.

A gravidade da situação exige respostas imediatas e punição aos responsáveis. É inadmissível que o Conselho Municipal de Saúde, órgão que deveria deliberar e fiscalizar os recursos da pasta, não tenha sido consultado ou informado sobre o destino dessas verbas do CER IV.

Neste Dia de Luta, a sociedade civil e os afetados cobram uma atuação firme e urgente dos órgãos competentes, como o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e os órgãos de controle interno. A saúde e a dignidade humana não podem esperar pelo fim do silêncio político.

Ainda segundo as denúncias protocoladas nos órgãos competentes, o desvio de finalidade para comprar dos artigos acontece desde o ano de 2021.

Nossa redação segue acompanhando o caso.

 

 


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