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Secretária de Saúde diz que Bahiafarma deve passar a produzir medicamentos de alto custo a partir de dezembro; saiba quais são

Publicado em: 28 de fevereiro de 2026 | Atualizado: fevereiro 28, 2026

 

O laboratório farmacêutico público do estado da Bahia (Bahiafarma) deve passar a produzir, a partir de dezembro deste ano, medicamentos de alto custo que utilizam matéria-prima importada. Serão três para tratamento de câncer e um para uma doença rara.

A iniciativa faz parte do programa Nova Indústria Brasil, do governo federal, que estimula parcerias para o desenvolvimento produtivo no país. O acordo foi assinado pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), com três empresas internacionais na última viagem do presidente Lula (PT) à Ásia.

Quais são os medicamentos?

Com a Índia, foram estabelecidas parcerias para a fabricação de três medicamentos de grande relevância na área da oncologia: o pertuzumabe, utilizado no tratamento do câncer de mama HER2-positivo; o dasatinibe, indicado para leucemias, como a leucemia mieloide crônica; e o nivolumabe, uma imunoterapia aplicada no combate a diferentes tipos de câncer. A parceria prevê que a produção seja transferida para o Brasil, fortalecendo a autonomia do sistema de saúde nacional.

Já a Coreia do Sul participará de acordos semelhantes para a produção dos medicamentos bevacizumabe, usado para tratar múltiplos tipos de câncer; eculizumabe, fundamental no tratamento de doenças raras; e aflibercepte, associado especialmente ao tratamento de câncer colorretal metastático. Assim como no acordo com a Índia, a parceria com a Coreia inclui a transferência de tecnologia e a produção no Brasil, o que reforça o compromisso de ampliar o acesso a terapias fundamentais no combate a enfermidades graves.

O acordo para a produção surgiu a partir da aprovação de quatro projetos apresentados durante a missão Índia–Coreia do Sul realizada pela comitiva presidencial. Atualmente, cerca de 90% da matéria-prima dos medicamentos de alto custo produzidos no país é importada.

Parceria consolidada

A secretária de Saúde da Bahia, Roberta Santana, contou durante entrevista ao programa Acorda Cidade, na manhã desta sexta-feira (27), que ao todo foram 15 projetos apresentados durante a viagem oficial. Ela acompanhou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) na missão.

“O Ministério da Saúde tem a intenção de reduzir a dependência de insumos e medicamentos internacionais. Hoje, mais de 90% dos nossos medicamentos são importados e a gente precisa aumentar essa soberania nacional de produção. Precisamos ampliar essa capacidade de produção”, disse a secretária.

“Nós apresentamos o projeto em conjunto com essas três empresas, duas indianas e uma coreana, e agora vamos fazer essa parceria para transferência de tecnologia. O presidente Lula assinou a autorização para o Ministério da Saúde garantir a aquisição de 100% desses medicamentos pela Bahiafarma. Ou seja, ele assegura que, se a Bahiafarma produzir, o ministério garante a compra desses medicamentos para o Sistema Único de Saúde (SUS) de todo o Brasil”, complementou.

Redução de custo

A secretária explicou que um dos principais pontos positivos da parceria é a possibilidade de redução do valor dos medicamentos que deverão ser produzidos pela Bahiafarma. Segundo Roberta, um dos medicamentos pode custar até R$ 17 mil por ampola.

“E tem paciente que geralmente precisa tomar duas ampolas por mês. Com a produção e com essa parceria que nós assinamos com a Samsung, que é a empresa coreana, e a gente pensa que a Samsung só faz eletrônicos, mas ela é uma referência na área de saúde, vamos poder produzir por até 50% do valor aqui na Bahiafarma”, afirmou.

“Com isso, vamos ampliar o acesso da população, reduzir o custo e diminuir a vulnerabilidade, porque não teremos mais a dependência da produção internacional. Passamos a produzir localmente e trazemos o desenvolvimento da biotecnologia, que é o que há de mais avançado, para dentro do nosso estado e para a região Nordeste, que também é um desejo do presidente”, acrescentou.

Processo de transferência

A secretária explicou ainda que todos os medicamentos são injetáveis e devem auxiliar no tratamento de diversos tipos de câncer, como os de mama, colo do útero e pulmão. Roberta afirmou que a Bahiafarma recebeu cerca de R$ 100 milhões em investimentos nos últimos três anos e que o laboratório está se preparando para cumprir o acordo.

“Toda a transferência tecnológica se dará em até 10 anos, período que temos para concluir o processo. O presidente Lula autorizou que o Estado assine com essas empresas. Agora estamos na fase de assinatura dos contratos com a Samsung, Dr. Reddy’s e Biocon, que são as três empresas internacionais, além de um parceiro nacional que vai garantir a internalização da tecnologia”, concluiu a secretária.

 

 


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