
Publicado em: 28 de setembro de 2026 | Atualizado: setembro 28, 2026
O roubo e o furto de veículos continuam entre os principais riscos patrimoniais enfrentados pelos motoristas brasileiros, mesmo após a redução das ocorrências no país. Em 2025, o Brasil registrou 308.440 roubos e furtos de veículos, o equivalente a cerca de 845 casos por dia. O volume caiu 14,3% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 345.503 ocorrências, mas permanece elevado. Os furtos concentraram 203.949 registros, enquanto os roubos somaram 104.491 casos. A queda também ocorreu em ritmos diferentes: os roubos recuaram 20,6%, enquanto os furtos diminuíram 10,6%, indicando que a subtração de veículos sem abordagem direta à vítima permanece como uma parcela importante do problema.
Nesse cenário, conhecer quais automóveis aparecem com maior frequência nas ocorrências deixa de ser apenas uma curiosidade e passa a ser uma informação relevante para decisões que envolvem compra, uso, proteção e custo de manutenção. Entre os fatores que ajudam a explicar os furtos estão a alta demanda por peças no mercado paralelo, a vulnerabilidade de modelos mais antigos e a saída de determinados veículos da linha de produção. É o caso do Ford Ka, cuja fabricação nacional foi encerrada após o fechamento das fábricas da Ford no Brasil, o que pode ampliar a procura por componentes de reposição.
Para transformar esses números nacionais em uma informação mais próxima da realidade do motorista, a Loovi Seguros preparou um levantamento com os 10 carros com maior índice de roubo e furto no Brasil. O ranking considera a base de dados da Loovi, no período do primeiro semestre de 2026, e aponta Ford Ka, Chevrolet Onix, Volkswagen Gol, Hyundai HB20, Renault Sandero, Fiat Argo, Renault Logan, Fiat Uno, Fiat Pálio e Volkswagen Voyage entre os veículos de maior volume de furtos e roubos. Mais do que indicar quais modelos aparecem no topo, a proposta é mostrar que o risco automotivo não se distribui de maneira uniforme: quantidade de veículos em circulação, localização, perfil de uso, valor e procura por peças no mercado de reposição podem alterar significativamente a exposição de um automóvel.
A divulgação também chama atenção para uma lacuna maior no mercado brasileiro de proteção automotiva. No fim de 2025, apenas 30% dos veículos do país possuíam seguro; entre os automóveis, a cobertura alcançava 27,8% da frota, deixando a maior parte dos veículos em circulação fora do mercado segurador. É nesse contexto que dados sobre frequência de roubos e furtos podem ajudar tanto quem já possui seguro quanto quem ainda avalia contratar proteção, sobretudo porque o risco pode variar de acordo com o veículo e a região em que ele circula.