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Março Azul 2026 alerta para campanha “Jornada da Vida” e prevenção do Câncer Colorretal

Publicado em: 25 de março de 2026 | Atualizado: março 25, 2026

 

A campanha Março Azul 2026, promovida pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, Sociedade Brasileira de Coloproctologia e Federação Brasileira de Gastroenterologia, traz o tema “Jornada da Vida”, chamando atenção para o câncer colorretal, que afeta o intestino grosso (cólon) e o reto.

Em entrevista ao Programa Acorda Cidade, Fábio Teixeira, médico gastroendoscopista, explicou que o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que mais de 45 mil pessoas recebam, em um ano, o diagnóstico de câncer do intestino. O dado se torna ainda mais impactante, pois as pessoas afetadas são cada vez mais jovens.

Diagnóstico precoce

A redução da idade de diagnóstico se deve a campanhas de conscientização que promovem a detecção precoce e às mudanças no estilo de vida e alimentação (industrialização, ultraprocessados, fast food, sedentarismo e consumo de álcool e cigarro).

Ultraprocessados

O tubo digestivo é dividido em intestino delgado (‘tripa fina’), que absorve nutrientes, e intestino grosso (cólon), onde os resíduos permanecem por mais tempo

O médico explica que o consumo de alimentos ultraprocessados, como carnes embutidas ricas em conservantes, está diretamente relacionado ao aumento do câncer do intestino devido ao tempo que o bolo fecal permanece no organismo. Dessa forma, a microbiota, que é a flora intestinal, fica mais exposta às substâncias químicas presentes nesses alimentos, o que pode provocar alterações no funcionamento do intestino e favorecer o surgimento de tumores.

Doença silenciosa

O câncer do intestino é frequentemente silencioso, pois o cólon é mais alongado e tem um calibre maior, permitindo que lesões cresçam sem sintomas expressivos. De acordo com Dr. Fábio, em cerca de 90% dos casos, quando há sinais de alarme, o câncer já está em fase avançada.

Fatores de risco e recomendações

Para esclarecer os principais fatores de risco do câncer de colorretal, o gastroendoscopista pontuou:

  • Fatores genéticos: “Se alguém na família tem uma história familiar, alguém teve um câncer do intestino, essa pessoa deve estar alerta para toda a vida.”
  • Alimentação: “Não devemos passar de 500 gramas [de carne vermelha] por semana.”
  • Sedentarismo e obesidade: “Com o exercício você consegue melhorar toda a parte da dinâmica cardiovascular. Você diminui mais a força que o tempo vai fazer nas articulações. Então você fortalece mais essa linha muscular, você vai ter mais flexibilidade, mais tonicidade, vai ter uma vida mais plena”.

De acordo com o médico, é crucial manter uma alimentação incluindo fibras e uma boa hidratação, pois melhoram a motilidade intestinal (peristaltismo), facilitando a eliminação eficiente de resíduos e conservantes.

Possíveis sintomas

Apesar de ser uma doença silenciosa, o corpo pode manifestar alguns sintomas. A exemplo, tem-se:

  • Mudança no ritmo intestinal: “Se era constipado, passa a ficar diarreico. Se era diarreico, passa a ficar constipado”, explica o Dr. Fábio;
  • Sangue ou muco nas fezes;
  • Dor, distensão, anemia, perda de peso, fadiga e cansaço sem causa aparente.

Sangue nas fezes

Segundo o médico, é fundamental observar as fezes após a evacuação para identificar sangue vivo ou mudanças na coloração.

O sangue digerido (escuro), vindo de sangramentos no trato gastrointestinal superior (como úlceras ou gastrite), é diferente do sangue vivo ou sangue oculto detectado em exames.

  • Sangue escuro: Geralmente indica sangramento na parte superior do abdômen;
  • Sangue vermelho vivo: Pode ser causado por trauma (fissuras) na passagem fecal ou trauma em pólipos, que são pequenas lesões benignas iniciais que podem evoluir para câncer.

A campanha Março Azul incentiva a não esperar pelos sintomas avançados, mas sim procurar um médico precocemente, pois 90% das vezes é possível prevenir ou antecipar a evolução do câncer com os exames adequados. 

Colonoscopia

A colonoscopia, crucial para a visualização de lesões precoces, previne a grande maioria dos cânceres colorretais, pois permite a retirada de pólipos.

Para muitos pacientes, o preparo do exame é rigoroso devido à forma de limpar o intestino, mas atualmente já está sendo otimizado para que a experiência seja mais positiva.


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