
Publicado em: 4 de julho de 2026 | Atualizado: julho 4, 2026
Julho é o mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais, doenças que atingem milhões de brasileiros e que, muitas vezes, evoluem de forma silenciosa. As hepatites B e C são consideradas as mais preocupantes devido ao risco de cronificação e evolução para cirrose e câncer de fígado. A coordenadora do curso de Enfermagem da Estácio, Jayanne Carneiro, alerta que muitas pessoas convivem com a doença sem saber.
“As hepatites B e C são consideradas doenças silenciosas porque, na maioria das vezes, elas não dão sinais no começo. A pessoa pode passar anos convivendo com a doença sem sentir absolutamente nada. E justamente por isso o diagnóstico acontece tardiamente, quando o fígado já pode estar comprometido”.
Segundo a especialista, os tipos mais comuns no Brasil são as hepatites A, B e C, todas caracterizadas por causar inflamação no fígado. Ela explica que cada uma tem uma forma de transmissão diferente, mas todas merecem atenção, porque podem comprometer a saúde do fígado e, quando não diagnosticadas e tratadas, podem causar complicações.
Embora muitos casos não apresentem sintomas, Jayanne orienta que a população fique atenta a alguns sinais. “Quando aparecem, os sintomas podem ser cansaço intenso, enjoos, perda de apetite, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina bem escura e fezes claras. Mas é importante lembrar que muitas pessoas não apresentam nenhum sintoma, principalmente nos casos de hepatite B e C”, afirmou.
A prevenção varia de acordo com o tipo da hepatite. No caso da hepatite A,a enfermeira destaca que os cuidados estão relacionados principalmente à higiene e ao consumo de água tratada e alimentos higienizados. Já a hepatite B pode ser evitada com vacinação e práticas seguras.
“A hepatite B pode ser prevenida com a vacinação, uso de preservativo e evitando o compartilhamento de objetos como lâminas, alicates e seringas. Já para a hepatite C, como ainda não existe vacina, a prevenção é principalmente evitar contato com sangue contaminado e garantir materiais esterilizados em qualquer procedimento”, ressaltou.
Jayanne reforça ainda que a vacina contra a hepatite B está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Hoje, a recomendação é que toda pessoa não vacinada procure se imunizar. O esquema normalmente é de três doses, seguindo os intervalos recomendados. É uma vacina segura, eficaz e uma das formas mais importantes de prevenção”, disse.
O diagnóstico das hepatites virais é realizado por meio de exames de sangue, incluindo testes rápidos disponíveis nas unidades de saúde. A coordenadora também lembra que o SUS oferece tratamento gratuito para os pacientes diagnosticados.
“O diagnóstico é simples e feito por meio de exames de sangue. Inclusive, existem testes rápidos disponíveis nas unidades de saúde, o que facilita muito o diagnóstico precoce e o início do acompanhamento, quando necessário. Com relação ao tratamento, no caso da hepatite C, existem medicamentos muito eficazes, com altas taxas de cura. Já a hepatite B pode ser controlada com tratamento quando há indicação”, concluiu.
