
Publicado em: 24 de julho de 2020 | Atualizado: julho 24, 2020
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/m/h/bw3UuwTUAe2PkhgxtqQg/2020-06-29t231817z-478691076-rc2bjh9p2cfk-rtrmadp-3-usa-education-harvard.jpg)
Campus da Universidade Harvard, nos EUA, em foto de 10 de março — Foto: Brian Snyder/Arquivo/Reuters
O serviço de imigração e controle de aduanas americano (ICE) informou nesta sexta-feira (24) que novos estudantes estrangeiros cujas aulas forem exclusivamente remotas não poderão entrar no país, depois que o governo desistiu de impor uma nova regra, após uma onda de indignação.
“Os estudantes com matrículas novas ou com status posterior a 9 de março não poderão entrar nos Estados Unidos para seguirem cursos em escolas como estudantes não-imigrantes no outono caso seus programas sejam 100% on-line”, informou a direção do ICE.
O governo de Donald Trump, que mantém uma política austera contra a imigração irregular e que, durante a pandemia, suspendeu a emissão de vários vistos, anunciou, no começo do mês, que não receberia, nem permitiria, que estudantes cujos programas fosse exclusivamente remotos devido à pandemia permanecessem no país.
Depois que universidades renomadas, como Harvard e MIT, protestaram contra a decisão e recorreram à Justiça, o governo americano voltou atrás, no último dia 14.
Os Estados Unidos contabilizam cerca de 1 milhão de estudantes estrangeiros (5,5% do total) e muitas instituições dependem, em grande parte, dos pagamentos dos mesmos.
