
Publicado em: 27 de dezembro de 2025 | Atualizado: dezembro 27, 2025
O Disque 100 – canal nacional de denúncia de violações de direitos humanos – encerrou 2025 com resultados que reforçam seu papel estratégico na escuta da população e na proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade. De janeiro até o dia 30 de novembro de 2025, foram registrados 2.248.408 atendimentos nos canais do serviço, realizados por meio de atendimento telefônico, WhatsApp, Telegram, chat, videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e e-mail.
Segundo a coordenadora-geral do Disque 100, Franciely Loyze, o serviço se consolidou como instrumento central para o enfrentamento às violações de direitos humanos no país. “Em 2025, o canal reafirmou seu papel estratégico como porta de entrada nacional para o registro e o encaminhamento de denúncias de violações de direitos humanos, contribuindo tanto para a proteção das vítimas quanto para a produção de informações qualificadas que orientam a atuação do Estado”, destaca.
Ao longo de 2025, até o dia 14 de dezembro, o Disque 100 contabilizou 617.837 denúncias, registradas em todo o território nacional, e 4,4 milhões de violações de direitos humanos, o que evidencia que uma única denúncia pode reunir múltiplas violações associadas.
Em comparação, 2024 registrou mais de 650,4 mil denúncias, com 4,3 milhões de violações de direitos humanos.
Os dados de 2025 revelam que as principais vítimas de violações de direitos humanos registradas pelo Disque 100 concentram-se, sobretudo, entre pessoas idosas, crianças e adolescentes, evidenciando a maior vulnerabilidade desses grupos.
Entre as pessoas idosas, os maiores volumes de registros envolveram indivíduos de 70 a 74 anos (30.814 ocorrências), 80 a 84 anos (28.784) e 75 a 79 anos (28.038), seguidas das faixas de 65 a 69 anos (23.850) e 60 a 64 anos (22.796). Também se destacam os registros envolvendo vítimas com 85 a 89 anos (18.533) e 90 anos ou mais (14.313), além de casos em que a idade da pessoa idosa não foi informada (5.368).
No grupo de crianças e adolescentes, os registros aparecem de forma expressiva em diversas idades específicas, com destaque para crianças de 7 anos (18.747 casos), 5 anos (18.639), 10 anos (18.412), 6 anos (18.208) e 12 anos (17.935), além de ocorrências envolvendo crianças de 4 anos (17.761), 8 anos (17.922), 3 anos (16.621), 9 anos (16.203) e 13 anos (15.831). Também foram registrados casos envolvendo recém-nascidos de até 28 dias (947), crianças de até 1 ano (10.197) e bebês de 1 ano (10.984). Há, ainda, 21.169 registros em que a vítima foi identificada como criança ou adolescente, mas com idade não informada.
Entre os adultos, os dados indicam volumes relevantes nas faixas de 30 a 34 anos (21.349 registros), 40 a 44 anos (21.154), 35 a 39 anos (19.798) e 45 a 49 anos (18.535), além de ocorrências entre pessoas de 25 a 29 anos (14.004), 20 a 24 anos (12.454), 50 a 54 anos (15.219) e 55 a 59 anos (12.794). Também aparecem registros envolvendo jovens de 18 a 19 anos (9.808) e adolescentes de 15 a 17 anos, com destaque para 15 anos (13.310), 16 anos (11.380) e 17 anos (7.462). Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas integradas e especializadas para a proteção de grupos em situação de maior vulnerabilidade.
Em relação ao perfil do agressor, os registros apontam forte incidência de pessoas com vínculo próximo à vítima, como familiares ou integrantes do convívio cotidiano. Também aparecem situações em que a própria vítima realiza o registro, além de casos envolvendo pessoas que moravam na mesma residência, ainda que sem laço familiar direto.
