
Publicado em: 25 de outubro de 2026 | Atualizado: outubro 25, 2026
Outubro é tradicionalmente marcado por ações de conscientização relacionadas ao câncer de mama, período que amplia a circulação de informações sobre a doença e chama atenção para os cuidados ao longo da jornada de saúde.
A discussão também envolve o câncer do colo do útero, outro tipo de tumor que afeta a população feminina. Embora tenham características distintas, as duas doenças estão entre os tipos de câncer que demandam atenção em diferentes momentos, desde a identificação de possíveis alterações até a confirmação diagnóstica e o tratamento.
As estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam 78.610 novos casos de câncer de mama e 19.310 de câncer do colo do útero no Brasil ao longo de 2026, totalizando 97.920 ocorrências previstas para o ano. Na Bahia, são estimados 4.480 novos casos de câncer de mama e 1.370 de câncer do colo do útero, o que corresponde a 5.850 novos casos no estado. Os dados integram as estimativas do INCA para 2026, publicação que reúne o número de casos novos de câncer por 100 mil habitantes.
Os registros do Ministério da Saúde acrescentam outro indicador à análise. De acordo com o Painel de Monitoramento da Mortalidade CID-10, o câncer de mama provocou 21.848 mortes no Brasil em 2025, sendo 1.444 na Bahia. Em 2026, os registros disponíveis somam 13.622 óbitos no país e 879 no estado.
Para o câncer do colo do útero, foram registradas 7.455 mortes no Brasil em 2025, das quais 507 ocorreram na Bahia. Em 2026, o painel contabiliza 4.567 óbitos no país e 292 no estado.
O câncer de mama e o câncer do colo do útero podem não apresentar sinais ou sintomas nas fases iniciais, o que reforça a importância do rastreamento regular, mesmo quando a mulher se sente bem. Para o câncer de mama, a mamografia é o principal exame de rastreamento. Já para o câncer do colo do útero, a prevenção inclui exames capazes de identificar alterações antes do desenvolvimento da doença, como o teste de DNA-HPV e, conforme as recomendações, o exame citopatológico (Papanicolau).
“O cuidado com a saúde não deve começar apenas quando aparecem sintomas. O rastreamento é essencial justamente porque essas doenças podem permanecer assintomáticas nas fases iniciais. Por isso, é importante que as mulheres realizem os exames recomendados para sua faixa etária e seu histórico de saúde, garantindo uma jornada de cuidado organizada, desde a prevenção até o diagnóstico e o tratamento”, finaliza o dr. Barison.